Dispensacionalismo – Uma ‘linda’ e  eficaz

armadilha do diabo

Pois bem, o Dispensacionalismo foi sistematizado e teve sua maior ênfase com Jon Nelson Darby; esse também foi mentor dos ‘Irmãos de Plymouth’ (muitos estudiosos dizem que tal ‘organização’ era na verdade uma Seita), os ‘Irmãos’ diziam ter descoberto/recebido novas verdades bíblicas, Verdades estas que não teriam sido reveladas nem mesmo aos Apóstolos; dentre as bases dessas “verdades” estava a visão de Margaret Mcdonald, na qual a mesma dizia ter visto os cristãos sendo retirados/arrebatados do mundo, antes do período bíblico chamado de ‘A Grande Tribulação’; Darby pegou esta “visão” e juntou com uma série de outras novas “verdades”, e fez-se então a linha ‘teológica/escatológica’ chamada  de Dispensacionalismo. Até aí ‘tudo bem’, creio que a maioria já deva ter conhecimento; o que talvez muitos ainda não sabem é que Darby, por mais aclamado que fosse/é, não foi o primeiro a divulgar essa teoria, que mais tarde viria a ser o Dispensacionalismo de   fato;   antes    dele, EDWARD IRVING (1792-1834) já tinha tido contato com Margaret Mcdonald e sua “visão”, este por sua vez (segundo alguns escritores  e  estudiosos)  tinha  forte  influência   do ocultismo; rumores também dizem que Darby era mais uma das várias marionetes nas mãos do “grupo” que hoje é conhecido por ‘illuminatis’, contudo, não  abordarei  tal  teoria. Darby deu segmento nas ideias de Irving; e mais tarde um advogado, que era maçom e simpatizante assumido desse grupo (‘illuminatis’), espalhou quase que mundialmente as “novas verdades” da nova teoria bíblica (Dispensacionalismo), é bom lembrar que esse maçom ficou preso por alguns meses por motivo/acusação de estelionato, estou falando de CYRUS INGERSON SCOFIELD, isso mesmo, aquele das famosas Bíblias de estudos, creio que você já teve e/ou já leu uma dessas (ou no mínimo já ouviu falar); Willian Cox disse: “os comentários da Bíblia

2de Scofield tem para os leigos o mesmo teor que as Escrituras tem para os que creem”. Embora algumas pessoas, que defendem essas “novas verdades”, afirmem que a garota em questão, a que teve a suposta “revelação/visão” (Margaret Mcdonald), era católica, tudo indica que não, estudos e pesquisas apontam que ela estava sendo apoiada por um grupo de padres Jesuítas, e que era fortemente ligada a vários tipos/práticas de magias, e, com relação a esses ‘padres’, podemos    até    citar     o     nome     de     alguns,     por exemplo: RIBERA, BELLARMINE, e LACUNZA (RABINO BEN EZRA), foi desse pessoal aí que veio a ideia inicial do ‘arrebatamento pré-tribulacionista’, que se tornou o ensino mais famoso dentro da linha “teológica” que posteriormente seria e ainda é chamada de ‘Dispensacionalismo’; com o tempo essa teoria foi sendo ‘lapidada’, e seus defensores criaram um imenso emaranhado de versículos isolados para tentar justificá-la, e claro que isso seduziu e ainda seduz muitas pessoas que não estudaram a Escatologia de forma completa e imparcial. Mas, você sabe/entende o que o Dispensacionalismo de fato ensina com relação ao arrebatamento? Não? Então vamos lá! Mostrarei a seguir, que, você por muito tempo pode ter crido e de certa forma, mesmo que de boa-fé, ter também divulgado  isso  tudo.  Em  primeiro lugar:  o Dispensacionalismo prega uma espécie de “purgatório”; nesse caso, a terra seria um lugar onde muitos purgariam os seus pecados, e seriam salvos por méritos próprios, isso se daria através de uma morte voluntária em nome de Cristo, e funcionaria da seguinte forma: antes do período bíblico chamado de ‘A Grande Tribulação’, os cristãos seriam retirados/arrebatados  do            mundo  (conforme disse/previu Margaret Mcdonald), então viriam sete anos de Grande Tribulação na terra, e os que não foram ‘raptados’, ou seja: os que foram “deixados para trás”, teriam que perder/entregar a própria vida aos algozes (funcionários do anticristo), para assim ganharem a Salvação, ou seja: uma “barganha purgatória”, mas a Bíblia vai diretamente contra tal ‘doutrina’, pois, a Palavra afirma que o ser humano não pode ganhar a Salvação por ‘méritos próprios’ (Ef.2:8), e afirma também que a volta de Cristo será visível a todos (Mt24:30) e, consequentemente após essa fase chamada de ‘A Grande Tribulação’ (Mt24:29); outra evidência é que a Bíblia menciona esse ‘rapto’ dos cristãos, apenas APÓS a ressurreição dos que morreram em Cristo, ou seja: após a primeira ressurreição (1TS4:16), e a mesma Bíblia narra essa ressurreição dos cristãos em um período pós-Tribulação (Apocalipse20:4), lembrando que: assim como a segunda vinda de Cristo não é dividida em etapas, a primeira ressurreição também não é; ou seja: cronologicamente e *contextualizadamente falando, não existe lógica para apresentarmos um ‘rapto’ secreto antes da Grande Tribulação, a não ser que consigamos mostrar/provar que a primeira ressurreição também ocorre antes da Grande Tribulação, claro, sem a tática da ‘salada de versos soltos’.  Outro erro que os defensores  do Dispensacionalismo pregam é: a divisão de ‘Igreja/gentios’ e ‘judeus/Israel’ na Nova Aliança; Scofield (autor da Bíblia de Estudos Scofield) foi quem sucedeu Jon Darby como sendo a maior autoridade do Dispensacionalismo na interpretação bíblica, pois bem, Scofield publicou em 1888 seu livro ‘Right Dividing the Word of God’ (‘A Correta Divisão da Palavra de Deus’), e esse livro acabou se tornando a mais ampla defesa da teoria de Darby a respeito dos “dois povos de Deus”; contudo: o  Apóstolo  Paulo,  certa  feita   disse   que:   em   Cristo   não há Judeu nem gentio, nEle todos somos um só (Gl3:28); outra passagem que deixa bem claro que a Nova Aliança anula a distinção entre gentio e judeu (Igreja e Israel), encontra-se  em Efésios2:14-16, onde o Apóstolo Paulo diz que: a morte de Cristo  na  cruz,  serviu  para   fazer   de   ambos   UM   POVO   SÓ; Romanos11:17-21 traz uma ideia semelhante, pois, afirma

que nós (gentios) fomos enxertados em Israel. Os dispensacionalistas também dizem que os ‘santos’ do Apocalipse (Apocalipse13:7), os quais sofrem as perseguições do antiCristo, seriam apenas judeus e recém-convertidos de outras nacionalidades mas, jamais a Igreja; porém, tais dispensacionalistas não levam em conta que o Apóstolo Paulo, por inúmeras vezes, chama o coletivo da Igreja (gentílica) de ‘santos’ (veja: 1Co1:2, 2Co1:1, Ef1:1, Fp1:1, Cl1:2), logo, não existe base para dizer que os santos perseguidos no capítulo treze do Apocalipse não são integrantes da Igreja, mas seriam apenas judeus e convertidos de outras nacionalidades, pois, a Bíblia chama os membros da Igreja de ‘santos’. Outro fator importantíssimo que não podemos esquecer é: o Apóstolo Paulo afirmou que o corpo de Cristo é indivisível (1Co12:12 1Co12:25), ou seja, não tem como uma parte subir e outra ficar, e também não existe a possibilidade de o corpo ser retirado da terra e em seguida novas almas serem inseridas nele. A “argumentação” de que o nome ‘Igreja/Ekklesia’ não aparece entre os capítulos 4 e 19 do Apocalipse, também é de fácil refutação, pois, mesmo não aparecendo o ‘nome’, podemos observar principalmente no capítulo treze, os cristãos  (santos, 1Co1:2, 2Co1:1, Ef1:1, Fp1:1, Cl1:2) sendo perseguidos e mortos; todavia, se fossemos levar essa “lógica” dispensacionalista em conta, então poderíamos dizer que o livro de Estér não é válido, pois, não aparece o nome de Deus nele. A Bíblia é clara! Se a pessoa faz DISTINÇÃO salvífica entre Gentios e Judeus, logo, também se faz nula a morte de Cristo na cruz (Ef2:14-16). Os defensores dessa doutrina tentam usar Apocalipse3:10 (Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra) de forma isolada, e, a partir dessa passagem dizem que a Igreja não estará na terra durante a Grande Tribulação, mas se esquecem que esse livro é dividido em três períodos (Ap1:19), e que a parte que inclui o período das sete Igrejas já aconteceu, portanto: Apocalipse3:10

 não fala de arrebatamento; claro que podemos aprender e muito com os exemplos e advertências concernentes a essas Igrejas, mas, usar Apocalipse3:10 para tentar defender um arrebatamento pré-tribulacionista é, no mínimo, uma desonestidade intelectual; quero lembrar também que: os cristãos  da  Igreja  de   Filadélfia,   onde   hoje   é   a   cidade   de Alasehir na Turquia, não foram massacrados, porém, também não ficaram totalmente isentos do sofrimento que afligia os cristãos daquela época; veja que Jesus, mesmo depois de dizer que os guardaria (versículo10), fez questão de ressaltar que eles ainda precisavam guardar o que tinham (versículo11) e, apenas os que vencessem seriam colunas no templo de Deus (versículo12); conclusão: você acha mesmo que esse versículo isolado de Apocalipse3:10 pode ser mais forte que toda uma lógica contextual, que aponta para a Igreja na terra durante a Grande Tribulação? Quero aproveitar o contexto para fazer duas perguntas, primeira; por qual motivo os defensores do Dispensacionalismo usam Apocalipse3:10 de forma isolada, mas nunca usam Apocalipse2:10 da mesma forma? Segunda: se o Dispensacionalismo diz seguir uma linha literal, então por que colocam a Igreja de Filadélfia por último se a última é a de Laodicéia? Voltando aos argumentos: O Apóstolo Paulo  diz em 1Co15:51-52 que: o arrebatamento será mediante o tocar da ‘Última trombeta’, e, todos nós sabemos que a última trombeta não toca antes da Grande Tribulação (a última trombeta de 1Co15:51-52 é a mesma de 1Ts4:16); lembrando que: trombeta-ritualística-veterotestamentária é uma  coisa, e, trombeta-escatológica-neotestamentária é outra. Os dispensacionalistas apelam em dizer que Jesus virá com os seus santos, e, segundo eles, esses santos serão as pessoas que, supostamente, irão participar do arrebatamento antes da Grande Tribulação, mas, podemos observar claramente que esses ‘santos’ são descritos na Bíblia como sendo os próprios anjos, leia: Mt16:27, Mt25:31, Mc8:38, Lc9:26, 2Ts1:7. E, claro que durante a Grande Tribulação Deus não irá perseguir a Igreja, esse será o papel do antiCristo; e a ‘ira vindoura’ de Deus (1Ts5:9), dentro desse contexto, não se trata da Grande Tribulação, mas sim da condenação dos ímpios ao inferno após a segunda ressurreição; essa expressão ‘ira vindoura’ também aparece nos Evangelhos, veja que em Mateus3:7, João Batista diz: “…quem vos ensinou a fugir da ira vindoura?”, claro que João Batista também estava se referindo ao inferno e não a Grande Tribulação. Mas não para por aí, o Dispensacionalismo também passou a divulgar uma doutrina chamada ‘vinda iminente’; com certeza você já ouviu dizer que Cristo pode voltar a qualquer momento, não é? Pois bem, isso coloca a Bíblia em contradição com ela mesma, pois, as Escrituras, nas palavras do próprio Jesus, dizem que todos os sinais devem se cumprir ANTES de sua segunda vinda (Mc13:29), ou seja: se Ele vir antes desses sinais, ENTÃO TAIS SINAIS O SUCEDERÃO, AO INVÉS DE PRECEDEREM-NO; e, a Grande Tribulação é um desses sinais que a Bíblia diz que acontecerá antes da segunda vinda de Cristo, tanto é que o próprio Cristo narra o arrebatamento após essa grande tribulação (leia: Mateus24:21, Mateus24:29 e Mateus24:41); é bom lembrar que: Mateus24:41 fala sobre o arrebatamento sim, pois, o contexto ‘anterior’, ‘durante’ e ‘posterior’ fala da segunda vinda dEle. Outra passagem que devemos considerar é 2Ts2:1-4, nela podemos observar o Apóstolo Paulo dizendo que nossa reunião com Cristo é na vinda dEle, e que a vinda dEle é após a manifestação do antiCristo (detalhe: se o arrebatamento é depois da manifestação do antiCristo, então seria contraditório afirmar que o arrebatamento precisa acontecer pro antiCristo se manifestar); resumindo: se Ele vier arrebatar a Igreja ANTES desses sinais, então Ele entrará em contradição consigo mesmo, e, sabemos que Cristo não se contradiz. Ninguém sabe o dia e nem a hora que Cristo retornará, sabemos apenas que será após os sinais, ou seja: baseado na própria palavra dEle eu posso afirmar com certeza que Cristo não vem antes do cumprimento desses sinais.

O pessoal das ‘novas revelações’ dizem que Cristo virá para todos como se fosse um ladrão, afirmam isso fazendo o uso de versículos isolados (como sempre), mas a Bíblia diz: “Mas vós, irmãos, já não estais EM TREVAS, para que aquele Dia não vos surpreenda como um ladrão” (1TS 5:4), o versículo é bastante claro, ou seja, só quem está em trevas será pego de surpresa; se os cristãos forem arrebatados secretamente ANTES DA GRANDE TRIBULAÇÃO, significa que Cristo veio para eles antes do cumprimento de todos os sinais e, significa também que não estavam em trevas e mesmo assim foram pegos de surpresa, e isso faria com que a Bíblia entrasse em contradição com ela mesma, pois, quem crê em Cristo estará prestando  atenção  na parábola da figueira, ou seja: por que Cristo iria nos advertir para prestarmos atenção em sinais que só aconteceriam depois do arrebatamento? Entre tantas aberrações teológicas/escatológicas que, a doutrina das novas verdades, chamada de ‘dispensacionalismo’ prega, encontra-se também o reino de mil anos de Cristo aqui na terra (pré-milenismo), a Bíblia diz claramente que: para o corpo carnal entrar no reino dos céus, é necessário que ele seja revestido de incorruptibilidade/imortalidade (1Co15:52-53) e, dessa forma, temos a seguinte lógica: se o arrebatamento fosse antes da grande tribulação e o milênio fosse aqui na terra, logo, TERIAMOS PESSOAS COM CORPOS CELESTIAIS, VIVENDO ‘MIL’ ANOS AQUI NA TERRA JUNTO COM PESSOAS DE CARNE E OSSO (normais), é uma tremenda falta de coerência a linha de “raciocínio” que essa teoria apresenta, essa não é a ‘loucura’ que a Palavra de Deus usa para confundir os sábios, mas sim heresias criadas pelos próprios homens. Continua […]

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Artigo escrito Por: ReLry Alves. 12/Setembro/2011 Goiânia-Go

Obs: nomes próprios sem demais fontes; argumentações teológicas, todas as fontes no texto.

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By renato

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